22 junho 2010

Ritos de Passagem


Em todas as sociedades primitivas, determinados momentos na vida de seus membros eram marcados por cerimônias especiais, conhecidas como ritos de iniciação ou ritos de passagem. Essas cerimônias, mais do que representarem uma transição particular para o indivíduo, representavam igualmente a sua progressiva aceitação e participação na sociedade na qual estava inserido, tendo, portanto o cunho individual quanto o coletivo.


Ritos de Passagem eram celebrações que marcavam mudanças de status de uma pessoa no seio de sua comunidade. Todas essas cerimônias, no entanto, caracterizavam-se como pontos de desprendimentos: velhas atitudes eram abandonadas e novas deviam ser aceitas. A convivência com algumas pessoas devia deixada para trás e novas pessoas passavam a constituir o grupo de relacionamento direto. Em alguns locais ou em comunidades especificas, a cada uma dessas cerimônias, a pessoa trocava de nome, representando que aquela identidade que assumira até então, não mais existia – ela era uma nova pessoa. Nos tempos atuais e nas sociedades modernas, muitos desses ritos subsistiram, embora muitos deles esvaziados do seu conteúdo simbólico.

Algumas cerimônias mais conhecidas, que são Ritos de Passagem no Ocidente: o batismo cristão, festas de aniversário de 15 anos, o casamento, os ritos fúnebres. Eles são resquícios desse tipo de cerimônia, que hoje representam muito mais um compromisso social do que a marcação do inicio de uma nova fase na vida do individuo.
 


Por que tomamos, no Quero Emprego Agora a idéia de um Rito de Passagem? Por acreditar na importância de celebrar e vivenciar, simbolicamente, uma importante transição a ser vivida pelos seus integrantes deste período de aprendizado, de compartilhamento de idéias, posturas, atitudes, e de construção de novos passos/projetos para uma vida futura que incorpora conceitos centrais como participação, responsabilidade, autonomia, solidariedade, crescimento – pessoal, familiar, social, produtivo.


O rito de passagem tem suas próprias funções, como vimos: ele marca transições, marca o assumir de novos hábitos e responsabilidades e marca a aceitação de uma pessoa por um determinado grupo. Não se poderia esperar, no entanto, que essas transformações fossem efetivadas sem uma preparação específica. Novas atitudes, associadas a uma progressiva entrada/reentrada no Mundo do Trabalho serão assumidas – mas para tanto, é importante que tenhamos nos preparado para isso.

A partir dessa concepção de Rito, a idéia não é somente de marcar transição de um período para o outro da vida, mas também – e sobretudo – de um estado de consciência para outro, com um cunho de transformação de personalidade mais profundo, geralmente associados a uma missão a cumprir.



Rito de passagem é uma cerimônia que sanciona, que legitima o acesso de um individuo de um grupo para outro. Quando a gente sai de um mundo para o outro, temos morte, temos renascimento e transformações em nossas idéias e em nossas pessoas.


Texto Original: Livro Com.Dominio Digital.
"Síntese construída a partir de textos de autoria de: Mertiades de Azevedo e Jan Duarte. Fonte:Google"

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Um comentário:

  1. Não posso deixar de congratular o(s) responsável(is) por esta excelente matéria! São com estes tipos de informação de qualidade que, em muitos casos, conseguimos construir um cidadão, principalmente aqui na Amazônia.
    Parabéns!
    Luíz Fernando Liveira
    www.luizfernandoliveira.com.br

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