No post O Caminho do Crescimento Pessoal vimos um pouco sobre Auto-Estima, Auto-conceito e Auto-Confiança, vamos nesse post aprofundar um pouco mais sobre esse tema.
A auto-estima é o sentimento íntimo que cada pessoa experimenta em relação a si mesma. Quem tem um auto-estima elevada se julga merecedor de bem-estar e felicidade, mostra-se capaz de defender seus próprios direitos e necessidades, sabe lidar satisfatoriamente com os problemas e desafios da vida. Ter uma auto-estima elevada é, pois, sentir-se competente e merecedor. Ter auto-estima baixa é sentir-se inadequado à vida, insuficiente como pessoa.
Quanto maior nossa auto-estima, maior a probabilidade de sermos criativos e ambiciosos em termos das experiências que esperamos viver e mais probabilidade teremos de manter relações nutritivas e evitar as tóxicas.
As raízes mais remotas da auto-estima são inconscientes. Estabelecidas bem no inicio da vida de cada pessoa elas têm origem, em grande parte, nas atitudes e sentimentos dos adultos que primeiro olharam para a criança e pela criança. As expectativas que esses adultos tinham em relação ao bebê, o modo como o tocaram e acariciaram representam a primeira vivência, ainda difusa e inconsciente, de merecimento e valor próprio.
Cada pessoa traz internalizados modelos de agressão e cooperação, aprendizado nos processos de convivência e interação do seu grupo familiar. Sua história pessoal, construída com base nos vínculos significativos, vínculos que a satisfazem ou a frustram, constituem aprendizagens profundas que, incorporadas ao script de vida, funcionam como argumentos, mandatos ou lemas inconscientes. Uma pessoa pode, por exemplo, ter incorporado o lema: "brilhe sempre para ser amado" ou, ao contrário, "não brilhe, porque as pessoas podem invejá-lo e rejeitá-lo". Pode ser até que tenham incorporado os dois mandamentos contraditórios e que viva, por isso, uma divisão interna. Trazê-los à consciência e percebê-los como elementos que limitam e distorcem nossa percepção pode ser um caminho para a mudança.
Mesmo pessoas aparentemente bem sucedidas podem experimentar, internamente, um sentimento de inadequação, vazio e inutilidade. Por outro lado, pessoas que foram desamparadas ou maltratadas na infância podem conseguir superar as dificuldades, tornando-se adultos autodeterminados e cheios de fé.
Possivelmente, tais pessoas, ainda muito cedo, fizeram escolhas e tomaram decisões que contribuíram para a preservação de seu sentimento de integridade. Ou, quem sabe, encontraram no ambiente externo, contra todas as aparências, alguma pessoa ou experiência em que se apoiar para estruturar uma identidade positiva. O que importa, para nós, como pessoas, é compreender que, ao lado do processo de desenvolvimento e especialmente na adolescência, o indivíduo deve ter oportunidade de retificar, transformar e expandir o sentimento de confiança básica e de valor próprio.
Reeducar nosso olhar para ver o que as pessoas e nós mesmos temos de valioso é um recurso importante para trabalhar o desenvolvimento da auto-estima. Quando aprendemos a fazer isso, deixamos de nos avaliar e aos demais pelo que não temos, por nossas dívidas e falhas, o que certamente melhora nossa capacidade de acreditar na vida.
Fonte: Livro Com.Dominio Digital.
Antônio Carlos Gomes da Costa.










