24 Junho 2010

Auto-Estima, Auto-conceito, Auto-confiança e Realização


No post O Caminho do Crescimento Pessoal vimos um pouco sobre Auto-Estima, Auto-conceito e Auto-Confiança, vamos nesse post aprofundar um pouco mais sobre esse tema.

A auto-estima é o sentimento íntimo que cada pessoa experimenta em relação a si mesma. Quem tem um auto-estima elevada se julga merecedor de bem-estar e felicidade, mostra-se capaz de defender seus próprios direitos e necessidades, sabe lidar satisfatoriamente com os problemas e desafios da vida. Ter uma auto-estima elevada é, pois, sentir-se competente e merecedor. Ter auto-estima baixa é sentir-se inadequado à vida, insuficiente como pessoa.

Quanto maior nossa auto-estima, maior a probabilidade de sermos criativos e ambiciosos em termos das experiências que esperamos viver e mais probabilidade teremos de manter relações nutritivas e evitar as tóxicas.

As raízes mais remotas da auto-estima são inconscientes. Estabelecidas bem no inicio da vida de cada pessoa elas têm origem, em grande parte, nas atitudes e sentimentos dos adultos que primeiro olharam para a criança e pela criança. As expectativas que esses adultos tinham em relação ao bebê, o modo como o tocaram e acariciaram representam a primeira vivência, ainda difusa e inconsciente, de merecimento e valor próprio.

 

Cada pessoa traz internalizados modelos de agressão e cooperação, aprendizado nos processos de convivência e interação do seu grupo familiar. Sua história pessoal, construída com base nos vínculos significativos, vínculos que a satisfazem ou a frustram, constituem aprendizagens profundas que, incorporadas ao script de vida, funcionam como argumentos, mandatos ou lemas inconscientes. Uma pessoa pode, por exemplo, ter incorporado o lema: "brilhe sempre para ser amado" ou, ao contrário, "não brilhe, porque as pessoas podem invejá-lo e rejeitá-lo". Pode ser até que tenham incorporado os dois mandamentos contraditórios e que viva, por isso, uma divisão interna. Trazê-los à consciência e percebê-los como elementos que limitam e distorcem nossa percepção pode ser um caminho para a mudança.

Mesmo pessoas aparentemente bem sucedidas podem experimentar, internamente, um sentimento de inadequação, vazio e inutilidade. Por outro lado, pessoas que foram desamparadas ou maltratadas na infância podem conseguir superar as dificuldades, tornando-se adultos autodeterminados e cheios de fé. 

Possivelmente, tais pessoas, ainda muito cedo, fizeram escolhas e tomaram decisões que contribuíram para a preservação de seu sentimento de integridade. Ou, quem sabe, encontraram no ambiente externo, contra todas as aparências, alguma pessoa ou experiência em que se apoiar para estruturar uma identidade positiva. O que importa, para nós, como pessoas, é compreender que, ao lado do processo de desenvolvimento e especialmente na adolescência, o indivíduo deve ter oportunidade de retificar, transformar e expandir o sentimento de confiança básica e de valor próprio.

Reeducar nosso olhar para ver o que as pessoas e nós mesmos temos de valioso é um recurso importante para trabalhar o desenvolvimento da auto-estima. Quando aprendemos a fazer isso, deixamos de nos avaliar e aos demais pelo que não temos, por nossas dívidas e falhas, o que certamente melhora nossa capacidade de acreditar na vida.


Fonte: Livro Com.Dominio Digital.
Antônio Carlos Gomes da Costa.

O Caminho do Crescimento Pessoal


"O importante não é o que fizeram de nós, mas o que nós faremos com aquilo que fizeram de nós"
Jean Paul Sartre

Segundo Cláudia Jacinto quando o ser humano chega à adolescência, ele se confronta com duas grandes tarefas:
  1. Plasmar, ou seja, definir sua identidade;
  2. Construir o seu projeto de vida.
A realização dessas tarefas não é, como veremos, alguma coisa simples e fácil. Ao contrário, é um cominho cheio de desafios ao fim do qual o adolescente termina sua transição entre a infância e a idade adulta.

O primeiro passo nessa caminhada é a conquista da identidade. "Cada um", disse certa vez Caetano Veloso, "sabe a dor e a delícia de ser o que é". Mas como saber disso, se a pessoa não se conhece, se a pessoa não sabe dos seus pontos fortes e fracos, se a pessoa não sabe de seus sonhos e frustrações, dos seus afetos e desafetos, dos encontros e desencontros que marcaram sua vida?

O jovem precisa conhecer-se. Não para ter pena de si mesmo pelas perdas e danos que marcaram alguns momentos de sua vida. Não para vangloriar-se de seus êxitos e julgar-se acima dos demais. O jovem precisa conhecer-se para saber o que fazer, para superar ou compensar seus pontos fracos (limitações) e incrementar seus pontos fortes, seu verdadeiro potencial humano, sua força empreendedora e sua capacidade criativa.

Ter identidade é você saber quem é você. É você compreender-se e aceitar-se como é, para, então, procurar ir transformando-se naquilo que quer ser.

Só uma pessoa que se conhece bem, pode aceitar-se de uma maneira plena. Por isso, uma identidade positiva é a base da auto-estima. Ter uma identidade positiva é não ficar pensando no que você não tem, no que você não sabe, no que você não é capaz. Mas, sim, pensar e valorizar aquilo que você tem, aquilo que você sabe, aquilo que você é capaz.

Ter auto-estima é ter, como diziam os antigos, amor-próprio. Ter auto-estima é gostar de si mesmo, é querer buscar o seu próprio bem. É saber cuidar-se, é saber preservar-se daquelas ações e daqueles pensamentos que afetam negativamente a sua saúde, e desviam a sua vida da realização plena, do seu potencial como ser humano, como estudante, como trabalhador, como cidadão.

O autoconceito é a idéia que uma pessoa faz de si mesma. Quem não tem uma boa idéia acerca de si mesmo, não é capaz de julgar-se merecedor daquilo que a vida tem de melhor. Quem não se julga merecedor daquilo que a vida tem de melhor, não vai, de maneira alguma, procurar ver o lado bom das coisas, nos acontecimentos e nas pessoas. E quem não fizer isso vai ficar prisioneiro do negativismo e, por isso mesmo, não vai ser capaz de dar o melhor de si, nem de receber o melhor dos outros.

O autoconceito é a base da autoconfiança. A pessoa que não confia em si mesma, não será capaz de confiar nos outros, pois verá sempre em cada ser humano uma ameaça. É a autoconfiança que nos faz correr atrás de oportunidades. É ela que nos dá a certeza de que somos capazes de usar nosso potencial para crescer, para progredir, para avançar na conquista daquilo que nos realiza, daquilo que nos faz felizes e contentes com o que somos.

Sem um autoconceito positivo, você não enxergará seus merecimentos, seus méritos, suas reais qualidades, ficando assim, prisioneiro da visão de seus erros e de sues defeitos. Uma pessoa nessas condições acha que todo sofrimento, tudo de ruim que lhe acontece é merecido, pois, na verdade, em vez de buscar a realização, ela está procurando suas próprias culpas.

A autoconfiança é a base de uma visão destemida de futuro. Sem uma visão destemida de futuro, você não o olha de uma maneira desejante ou, como os adolescentes costumam dizer, você não olha com tesão.
Para que isso ocorra, você tem de confiar em si mesmo, de confiar no seu taco, de acreditar.
Você tem de ser capaz frente aos desafios e afirmar: SIM, EU POSSSO.

Fonte: Livro Com.Dominio Digital
(Texto adaptado do livro "Educação e Vida", do prof. Antonio Carlos Gomes da Costa).

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Identidade Documental do Cidadão -------------- Primeira Parte --------------


Desde o nascimento, uma pessoa tem que provar fatos, estados ou situações, ao longo da vida. 

Então Vejamos:
  • Para provar nossa existência, temos que ter o nosso registro civil, que é comprovado com a certidão de nascimento;
  • Para comprovar nossa religião (se formos católicos), temos que apresentar a certidão de batismo;
  • Para comprovar que somos estudantes, temos que ter uma Carteira de Estudante;
  • Para provar que estamos aptos a exercer nosso direito de votar, precisamos fazer nosso registro eleitoral;
  • Para provar que estamos aptos a dirigir um veiculo, precisamos atender as normas do DETRAN para obtermos a Carteira Nacional de Habilitação (carteira de motorista);
  • Para sermos admitidos legalmente como empregados de uma empresa, precisamos requerer ao Ministério do Trabalho a expedição da Carteira do Trabalho que, por sua vez, já nos cadastra no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS);
  • Para regularizar nossos ganhos, precisamos ser cadastrados no Cadastro de Pessoa Física (CPF) da Receita Federal.
Via de regra, só podemos requerer um documento mediante a apresentação de outro e isso forma uma cadeia de estados e situações que se entrelaçam e nos obrigam a armazenar várias provas da nossa identidade individual.

Certidão de Nascimento

No Brasil, mais de 800 mil meninas e meninos não são registrados no primeiro ano de vida. O direito a um nome e a uma nacionalidade é o primeiro direito da criança. Portanto, além de uma violação de um direito fundamental, a falta de registro dificulta o acesso de meninas e meninos a serviços de saúde, à educação infantil e compromete o planejamento de políticas públicas como o cálculo das doses de vacinas.

Desde 1997, existe uma lei federal que obriga os cartórios a fazerem o registro civil e a emitirem a primeira via da certidão de nascimento sem qualquer ônus. Porém, em alguns lugares, a lei ainda não é cumprida.

Carteira de Identidade
A Carteira de Identidade é um documento obrigatório para todos os brasileiros maiores de 18 anos e é opcional para menores de idade. Ele é necessário para requerer outros documentos. Confira abaixo a forma de requerer uma Carteira de Identidade:

Documentos Necessários:

  1. Brasileiro Nato:
  • Certidão de Nascimento ou Casamento (original ou cópia autenticada por tabelião);
  • Três fotos recentes, no formato 3 x 4, coloridas, de frente e sem retoques;
  • Requerentes do sexo feminino, casadas, viúvas, separadas judicialmente (desquitadas) ou divorciadas, devem apresentar a Certidão de Casamento.
  1. Brasileiro Naturalizado:
  • Certificado de naturalização (original ou cópia autenticada);
  • Três fotos recentes, no formato 3 x 4, coloridas, de frente e sem retoques;
  1. Português beneficiado pelo Estatuto da Igualdade:
  • Certificado de Igualdade de Direitos e Deveres (original ou cópia autenticada);
  • Três fotos recentes, no formato 3 x 4, coloridas, de frente e sem retoques;
Onde Pedir
Secretarias de Segurança Pública dos Estados

Preço
A primeira via é gratuita. A segunda via, se roubada, é gratuita desde que o pedido seja feito com um Boletim de Ocorrência que contenha o número do documento perdido.


Novos Tipos de Identidade
A Polícia Federal dará incio a um processo gradual de substituição das atuais carteiras de identidade. Em seu lugar, virá o RIC, Registro Único de Identidade Civil, considerado um dos mecanismos de identificação mais seguros do mundo. O novo cartão vai reunir as informações de vários documentos, com a finalidade de provar, acima de dúvidas, a identidade do usuário. É uma forma de acabar com as fraudes e duplicidades em serviços públicos. O RIC se parece com um cartão de crédito. Leva um chip com a impressão digital de seu usuário e permite que as informações sejam cotejadas com uma base de dados nacional. O cidadão põe o polegar no leitor biométrico e pronto: em um instante a autoridade saberá tudo sobre ele. Isso é bom ou é ruim?

O RIC é um cartão ultratecnológico. Com dados impressos a laser e informações criptografadas, ele embute mecanismos de segurança que praticamente anulam a possibilidade de fraude. Exibe marcas d'água e efeitos ópticos que só poderão ser vistos sob luz especial. Nele estarão impressos os números do CPF, do título de eleitor e, provisoriamente, do antigo RG. Aos poucos, poderá incluir também o número de outros documentos, como da carteira de trabalho e do PIS. "A ideia é reunir tudo em um cartão que garanta a autenticidade a seu portador", diz Célio Ribeiro, da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital.

O RIC se destaca pelo chip pelas marcas d'água em camadas diferente e pela impressão a laser.


FONTE: Livro do Com.Dominio Digital
Revista Época, Vida útil.
Fevereiro/2009

Travessia


Como foi visto no post Ritos de Passagem o Rito é uma transição, uma mudança de fase na vida de um individuo. Então aproveitando o tema abordado no post anterior vamos falar um pouco sobre travessia.

"O real não está apenas na saída e nem na chegada. Ele se dispõe para gente é no meio da travessia". - G. Rosa –

"O que nos espera do outro lado da linha do horizonte? Para saber, é preciso atravessar, empreender a travessia. Há duas maneiras básicas de se fazer isso. Uma delas é deixando-se levar pelas correntes marítimas. Elas sempre vão dar em algum lugar. Se você tiver sorte, será um lugar que vale a pena, porém se a sorte não estiver do seu lado, as coisas podem realmente ficar complicadas para você.

O outro jeito de empreender a travessia é navegando, ou seja, não se deixando conduzir passivamente pelas águas. Navegar é ter mapa, roteiro, bússola, vela, bandeira e timão. Navegar é saber de onde se está vindo e para onde se está indo. Se você observar a vida das pessoas que deram certo, verá que elas sempre nos dão a impressão de que sabem para onde estão indo. Elas não se deixam conduzir pela corrente, pelo acaso, pelo destino. Elas simplesmente navegam.

Esta conversa toda sobre navegação é apenas para constatar uma coisa – a juventude é uma travessia. Uma travessia feita de muitas travessias. Travessia entre o fim da infância e o inicio da idade adulta. Travessia entre o mundo da educação e o mundo do trabalho. Travessia entre pertencer à família de seus pais e formar sua própria família.

Para sair-se bem nessa travessia, você deverá chegar do outro lado com respostas bem claras para duas perguntas: 
  1. Quem sou eu? 
  2. O que pretendo fazer com minha vida?

Apesar de sua aparente simplicidade, essas perguntas, para maioria dos adolescentes e muitos adultos, não são respondidas de uma hora para outra. O mais comum é elas levarem anos para serem respondidas e as respostas mudam frequentemente ao longo do percurso. Portanto, se isso ocorre, não fique preocupado demais, a coisa é assim mesmo.

 
Identidade e projeto de vida – é assim que os educadores costumam chamar essas duas perguntas – não são construídos de um dia para outro. Além de levar tempo, essas construções essenciais de nossa existência requerem esforço.

 
Esse esforço consiste em posicionar-se diante de si mesmo e do mundo. Assim como para navegar é preciso sempre ter em mãos coordenadas, como a latitude e a longitude, para a travessia das águas, às vezes turbulenta, que separam a infância da idade adulta, é preciso que você seja capaz de ir assumindo posições, atitudes básicas, posturas cada vez mais definidas em relação a si mesmo e ao mundo em que lhe couber viver. Essas são, na verdade, as coordenadas de seu desenvolvimento, de seu crescimento como pessoa, como cidadão, como trabalhador. "Essas são as latitudes e longitudes da nossa existência".
Texto Original: Livro Com.Dominio Digital
Adaptado de texto do prof. Antonio Carlos Gomes da Costa,
Do livro "Encontros e Travessias".

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22 Junho 2010

Ritos de Passagem


Em todas as sociedades primitivas, determinados momentos na vida de seus membros eram marcados por cerimônias especiais, conhecidas como ritos de iniciação ou ritos de passagem. Essas cerimônias, mais do que representarem uma transição particular para o indivíduo, representavam igualmente a sua progressiva aceitação e participação na sociedade na qual estava inserido, tendo, portanto o cunho individual quanto o coletivo.


Ritos de Passagem eram celebrações que marcavam mudanças de status de uma pessoa no seio de sua comunidade. Todas essas cerimônias, no entanto, caracterizavam-se como pontos de desprendimentos: velhas atitudes eram abandonadas e novas deviam ser aceitas. A convivência com algumas pessoas devia deixada para trás e novas pessoas passavam a constituir o grupo de relacionamento direto. Em alguns locais ou em comunidades especificas, a cada uma dessas cerimônias, a pessoa trocava de nome, representando que aquela identidade que assumira até então, não mais existia – ela era uma nova pessoa. Nos tempos atuais e nas sociedades modernas, muitos desses ritos subsistiram, embora muitos deles esvaziados do seu conteúdo simbólico.

Algumas cerimônias mais conhecidas, que são Ritos de Passagem no Ocidente: o batismo cristão, festas de aniversário de 15 anos, o casamento, os ritos fúnebres. Eles são resquícios desse tipo de cerimônia, que hoje representam muito mais um compromisso social do que a marcação do inicio de uma nova fase na vida do individuo.
 


Por que tomamos, no Quero Emprego Agora a idéia de um Rito de Passagem? Por acreditar na importância de celebrar e vivenciar, simbolicamente, uma importante transição a ser vivida pelos seus integrantes deste período de aprendizado, de compartilhamento de idéias, posturas, atitudes, e de construção de novos passos/projetos para uma vida futura que incorpora conceitos centrais como participação, responsabilidade, autonomia, solidariedade, crescimento – pessoal, familiar, social, produtivo.


O rito de passagem tem suas próprias funções, como vimos: ele marca transições, marca o assumir de novos hábitos e responsabilidades e marca a aceitação de uma pessoa por um determinado grupo. Não se poderia esperar, no entanto, que essas transformações fossem efetivadas sem uma preparação específica. Novas atitudes, associadas a uma progressiva entrada/reentrada no Mundo do Trabalho serão assumidas – mas para tanto, é importante que tenhamos nos preparado para isso.

A partir dessa concepção de Rito, a idéia não é somente de marcar transição de um período para o outro da vida, mas também – e sobretudo – de um estado de consciência para outro, com um cunho de transformação de personalidade mais profundo, geralmente associados a uma missão a cumprir.



Rito de passagem é uma cerimônia que sanciona, que legitima o acesso de um individuo de um grupo para outro. Quando a gente sai de um mundo para o outro, temos morte, temos renascimento e transformações em nossas idéias e em nossas pessoas.


Texto Original: Livro Com.Dominio Digital.
"Síntese construída a partir de textos de autoria de: Mertiades de Azevedo e Jan Duarte. Fonte:Google"

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